Alles Blau

Elisa von Randow & Julia Masagão

“Eu gosto de desenhar, a Julia gosta de construir. Juntas vamos esticando a corda até o próximo ponto, bordando, emendando, colando, fazendo pontes. Queremos ser claras, comunicativas e eficientes, mas também queremos inserir brilho, loucura e sedução nas nossas criações. Queremos que os processos sejam justos, que as pessoas fiquem felizes, que as coisas façam sentido.”

Qual é a história que guiou vocês a se encontrar e começar a trabalhar juntas?

JULIA Nos conhecemos há bastante tempo, de férias em Alagoas. Eu era uma jovem estudante de Arquitetura, aspirante a designer gráfica e a Elisa estava com toda uma turma de amigos que tinham feito o Curso Abril. Eu achava todos eles o máximo. Depois de alguns anos nos reencontramos na Cosac Naify: eu trabalhava na área de comunicação e ela estava temporariamente como diretora de arte do editorial.

O nosso encontro profissional mesmo foi quando eu voltei de uma temporada de três anos e meio em Berlim. Logo que eu cheguei, ela me convidou para fazer a identidade de um escritório de arquitetura de amigos dela, e o projeto deu muito certo. Aos poucos, a parceria foi crescendo e a pasta no Dropbox, ficando mais cheia. Eu já trabalhava no espaço que hoje é o Platô e a Elisa sempre valorizou muito o espaço de trabalho dela em casa. Assim, pouco a pouco, nós fomos crescendo como dupla.

Julia Masagão (esquerda) e Elisa von Randow (direita).

JULIA No nascimento do Max, filho da Elisa, em 2016, eu assumi alguns projetos dela. Quando voltou da licença maternidade, fomos entendendo melhor como trabalhar juntas. Nessa época, já tínhamos uma assistente em comum, mas as duas ainda tinham muitos trabalhos por fora: Elisa tinha muitas capas, algumas viagens de etnografia visual, e eu, vários projetos compartilhados com outras pessoas (detesto trabalhar sozinha).

Esquerda: Julia Masagão, em casa. Direita: Julia e Elisa em 2019.

JULIA Para mim, sempre foi um pouco confuso administrar várias parcerias, e aos poucos eu fui tentando incluir a Elisa em todos os meus projetos. Nessa época já nos chamávamos internamente de Alles Blau (que era o nome da pasta do Dropbox), mas sempre assinávamos com os nossos nomes. Em 2017, já compartilhávamos uma estrutura um pouco maior e fazia cada vez mais sentido formalizar o Estúdio. No começo de 2018, depois de muita conversa para entender as expectativas de cada uma, contratamos a Michele Alves (Ubunttu)—musa do financeiro, que além de virar a nossa vida do avesso e organizar tudo tintim por tintim, nos ajudou muito a entender conceitualmente o modelo do negócio que ainda estamos construindo.

Nosso encontro acontece na diferença. Somos diferentes em muitas coisas: eu adoro trabalhar junto e cheio de gente em volta, a Elisa precisa do espaço dela, silencioso e reservado.

Elisa von Randow. Foto por Rodrigo Lins.

ELISA Eu pego daqui, de onde a Julia parou, pois acho esse um ponto muito interessante: o encontro na diferença. Eu sou lenta, a Julia é rápida; o meu processo criativo vem da leitura, da pesquisa, enquanto a Julia é criativa até em sonhos. Ela gosta de estar rodeada de gente e é supermultitasker, eu gosto de trabalhar em silêncio e faço tudo sozinha. Eu sou bidimensional, do livro e do impresso, a Julia adora escalas gigantes, seja do mundo virtual ou da escala 1:1. Juntas, conseguimos equilibrar trabalhos de naturezas e temperaturas diferentes e provocar faíscas criativas.

Como equilibrar tantas atividades em paralelo com o Estúdio?

JULIA Eu cheguei da Alemanha com muitos embriões de projetos pessoais e cheia de energia — e tempo, o grande luxo de quem tem poucos trabalhos (risos), para experimentar e testar. Para mim, foi superimportante realizar esses projetos. Tão importante quanto entender que alguns deles tiveram começo, meio e fim. Esses projetos me alimentaram e me alimentam, criaram um espaço e tempo para um tipo de experimentação e criação que não conseguia ter no cotidiano. São projetos-atelier.

Equipe no Platô. Na foto: Elisa, Julia, Karina Aoki (parceira), Sofia Tomic (ex-estagiária), Beatriz Dorea (ex-assistente) e Alexandre Mendes (assistente). Foto por Rodrigo Lins.

JULIA O Platô começou assim: com um espaço disponível, algumas pessoas com interesses em comum, caçando motivos para trabalhar juntas. Colocamos gás para construir o nosso parquinho gráfico e o nosso espaço de trabalho. De cinco anos pra cá, tudo mudou e cresceu muito. Hoje somos quatro sócios e um assistente full-time cuidando das coisas do cotidiano. Sem isso, seria impossível conciliar tudo. Fazemos as coisas no nosso ritmo possível e tem dado certo. Acho muito importante ter esse lugar de desejo e realizar projetos de interlocução com outros tipos de discursos, para além das relações com os clientes.

ELISA Para mim, a grande atividade paralela é a maternidade (risos). O tempo e o espaço mental foram completamente dominados pelas demandas da criança, da casa, da escolinha… É sempre um grande esforço abrir espaços para a criação, para o pensamento independente, para a convivência. Ao mesmo tempo, a situação extrema de pouco tempo, pouco sono e pouca paz interior traz foco e objetividade, ajuda a “editar” com precisão as emoções e ideias. Acho que o mundo do trabalho não está preparado para acolher as mães. Esse tem sido um dos nossos desafios no nosso cotidiano de trabalho.

Platô. Foto por Rodrigo Lins.

O que é Alles Blau e qual a sua proposta para o mercado do design nacional?

ELISA Gostamos de acreditar que temos um caminho próprio e original para trilhar. Desejamos que as ideias surjam dos próprios projetos, elaborações que são construídas a partir da nossa interação com as pessoas e o objeto com os quais estamos trabalhando. Cada projeto tem uma solução própria. O fato de termos habilidades e conhecimentos complementares nos permite abordar o trabalho de forma multifacetada. A nossa interação é muito rica, temos idades diferentes, experiências profissionais muito diversas, conversamos muito e procuramos entender, a todo momento, qual é a nossa responsabilidade ética em cada um dos projetos.

Esquerda: Parte da identidade visual para Ofício: Pompéia. Direita: 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (2017). Foto por Rodrigo Lins.

Como vocês perceberam a tal da faísca pelo Design? Qual a história de cada uma com a profissão?

JULIA A primeira vez que eu entendi o que era Design foi no segundo colegial, quando o professor de literatura nos propôs como exercício do semestre fazer uma revista. Nós tínhamos aula de Pagemaker na escola e eu tinha noções básicas do funcionamento do programa. Lembro de participar de todas as etapas da revista: pauta, edição, projeto e diagramação. Adorei aquilo. Mas na escola eu adorava muita coisa. Queria fazer Teatro ou Artes, comecei a ter aulas de desenho livre com um professor da FAU e decidi pela Arquitetura. Não pelo ser arquiteta, mas pelo que o estudo da Arquitetura poderia abrir.

Projeto editorial para ZUM #17.

No primeiro ano da faculdade comecei a trabalhar no Núcleo de Comunicação, sob coordenação do Rafic Farah. Nessa época conheci a Nana Mendes da Rocha, grande amiga e sócia no Platô. Nós tínhamos bastante autonomia e éramos responsáveis pela criação dos cartazes semanais de divulgação dos Seminários de Cultura Contemporânea. Foi aí que deu o clique. Nessa época as referências eram super 90s: Rico, Kiko, Farah, Guto e toda essa geração que fez a passagem do analógico pro digital. Depois de quatro anos de Núcleo de Comunicação, fui trabalhar como assistente do Guilherme Wisnik na curadoria de uma exposição de arte pública. Foi muito importante aprender a trabalhar com pesquisa, organização de conteúdo e, por fim, dar uma saída gráfica para o projeto.

Logo depois de me formar em Arquitetura, me juntei com duas amigas e abrimos um escritório, o Sub Estúdio. Ao mesmo tempo, fui contratada pela Cosac Naify. Não trabalhava diretamente com os livros, mas na área de comunicação e marketing, o que foi um mega-aprendizado.

Nessa época, eu trabalhava que nem louca pra dar conta do trabalho regular na Cosac mais os projetos do Sub, que só aumentavam. Depois de quase dois anos nessa toada, no auge dos 25 anos (risos), percebi que precisava de um respiro e resolvi me mudar pra Berlim. Não tinha exatamente um plano, sabia que queria fazer mestrado e passar um tempo fora. Vendi meu carro e fui.

“Queria fazer Teatro ou Artes, comecei a ter aulas de desenho livre com um professor da FAU e decidi pela Arquitetura. Não pelo ser arquiteta, mas pelo que o estudo da Arquitetura poderia abrir.”

JULIA Lá, comecei a trabalhar com um casal de artistas, Lina Kim e Michael Wesely, e fazia de tudo: de bordado e tratamento de fotos até babysitting. Paralelamente, entrei no mestrado e comecei a trabalhar alguns dias por semana na Kolor, um estúdio de design focado em objetos. Putz, a vida em Berlim era bem boa, viu?

Mas faltava alguma coisa. Por mais que eu tivesse muita sorte em conhecer pessoas incríveis, depois de três anos eu estava começando a sentir falta de fazer as minhas coisas. Comecei a tentar articular vindas para o Brasil. Consegui uma bolsa num projeto de pesquisa entre a Alemanha, Brasil e China. Não tive dúvidas, tranquei o mestrado.

A primeira parada foi São Paulo. Na mesma época estava rolando um concurso público para a sinalização do CCSP. Juntei-me a duas amigas da Escola da Cidade (Joana Barossi e Marina Portolano) e resolvemos mandar um projeto. Foi tudo muito rápido e, de repente, a gente tinha ganhado. Foi uma loucura, porque nesse processo todo eu não fui para a China e nem voltei pra Berlim. Fui completamente dominada por esse projeto, que durou seis meses superintensos trabalhando diretamente com a equipe do CCSP em uma superimersão.

Foi por conta desse projeto que eu vim trabalhar no espaço que hoje é o Platô, voltei para São Paulo e entrei em muitos outros projetos. Foi um supermarco pra mim, uma experiência incrível. Mas, infelizmente, como acontece muito no nosso país, com a mudança de gestão, o projeto que já estava com orçamento aprovado, foi engavetado e os quatro cadernos de projeto executivo foram ignorados. Recentemente, um novo projeto foi encomendado. Nessa época eu retomei o contato com Elisa e cá estamos…

Publicação "Alguém passa por aqui e deixa alguma coisa". Editora Olhares, 2019. Foto por Rodrigo Lins.

ELISA A coisa que eu mais gostava de fazer desde que me entendo por gente é ler. Sempre estava com um livro na mão. Sempre me encantava, para além da história, o objeto: capa, ilustrações, papéis… Gostava de folhear coleções antigas de livros e revistas na casa dos meus avós, frequentava bibliotecas. Amava (e amo) livros ilustrados, enciclopédias, livros de história. Sigo colecionando imagens e construindo um repertório visual muito pessoal.

Códices pré-colombianos, pinturas rupestres, inscrições em templos, manuscritos medievais, experiências vanguardistas do século 20, publicações do Leste Europeu, propagandas dos anos 1950, a contracultura, o cinema, os pontos de umbanda, o mundo pop, o brega, o fanzine, o punk… Acho que o design foi um jeito que encontrei de reverenciar, aprender e conviver com todo esse universo que me fascina. Eu estudei Comunicação Social nos anos 1990, minha intenção era ser redatora, roteirista. Meio por um acaso, por ter um Macintosh em casa, consegui um estágio na área de criação de uma pequena agência de publicidade. Ali tive o primeiro contato com o universo da tipografia e da produção gráfica. Logo depois, fiz o Curso Abril de Jornalismo e tive a oportunidade de viver intensamente um momento importante do mercado editorial antes da consolidação da Internet como meio de produção e divulgação de conteúdo.

Nova identidade e renovação de projeto gráfico de Arte!Brasileiros, em comemoração aos seus 10 anos de existência.

Tive o privilégio de conviver com grandes jornalistas, como Marília Scalzo, Humberto Werneck, Nirlando Beirão, Ivan Marsiglia, Wanda Nestlehener, Flavio Diegues, Eugênio Bucci, André Singer, Gabriela Aguerre e Denis Burgierman. Foi uma verdadeira escola de edição e design com Lenora de Barros, Eliane Stephan, Alceu Nunes e tantos outros no convívio diário nas redações pelas quais passei.

O meu primeiro trabalho na Editora Abril foi na revista Elle, onde organizava o acervo fotográfico da revista. A editora ainda tinha o Dedoc, um magnífico arquivo com toda a produção fotográfica da editora, em que fazíamos pesquisas de cromos para as redações. Além disso, o imenso estúdio Abril, escola de tantos fotógrafos, onde íamos acompanhar a produção de imagens que tínhamos elaborado para as matérias que estávamos trabalhando.

Depois fui trabalhar no estúdio do Kiko Farkas, que foi um verdadeiro choque de realidade para mim. Saía de uma grande corporação, aquele frisson de gente e circulação de informações e entrava no universo do estúdio, o silêncio, outro tempo, outra natureza de criação. Fiquei no Máquina Estúdio por sete anos e não tenho como agradecer tudo o que aprendi com o Kiko. Vê-lo criando, riscando no papel a sua imensa capacidade de desdobrar e multiplicar ideias, com liberdade e originalidade, mudou a minha perspectiva sobre o trabalho para sempre.

“Acho que o design foi um jeito que encontrei de reverenciar, aprender e conviver com todo esse universo que me fascina. ”

ELISA Depois de um ano sabático, passei a trabalhar de forma independente, fazendo principalmente livros e capas de livros, um trabalho que amo. Por pouco menos de um ano tive a oportunidade de trabalhar na Cosac Naify, onde aprendi tanto sobre fazer livros em todas as suas etapas. Foi lá que reencontrei a Julia, como ela já contou. Logo depois, comecei a fazer a revista ZUM de fotografia do Instituto Moreira Salles, a convite do Thyago Nogueira, que tinha conhecido na Companhia das Letras.

Enfim, tive muita sorte no meu percurso profissional e devo tudo às pessoas com quem aprendi tanto e que foram costurando os caminhos pra mim.

Identidade visual e site para abcdm.xyz, projeto colaborativo de dicionário urbano sobre a Cidade do México, criado por Laura Janka.

Como é que vocês julgam que um projeto de design é bom?

JULIA Autêntico. Hoje em dia é muito comum que designers só se alimentem de design. O design é interlocução. O design está a serviço de ideias. O design também pode ser ideia. É preciso conversar.

ELISA Acho que é isso. O projeto deve servir ao objeto ao qual ele se refere. Nascer dele, promover um ponto de vista inovador, que o valorize e comunique a sua essência. Geralmente, o bom design nasce de um bom projeto, seja um produto, uma ideia, um livro, uma boa interlocução com o cliente e as pessoas que estão envolvidas.

Projeto de sinalização para Plana Festival. Foto por Tuca Vieira.

Qual projeto vocês orgulham-se de ter feito e por quê?

ELISA Amo trabalhar com acervos e construção de exposições por serem a concretização de uma longa e profunda pesquisa sobre um artista ou tema. Nesse tipo de trabalho temos a oportunidade de fazer um grande mergulho, trabalhar com equipes multidisciplinares e aprender muito. Ver a identidade visual acontecer no espaço, em interação com as pessoas, é sempre uma emoção. Tenho especial carinho pela exposição dedicada à fotógrafa Claudia Andujar no IMS, A luta Yanomami, de imensa relevância para o Brasil de hoje. Dentro deste campo, temos a revista ZUM de fotografia, que há quase 10 anos nos coloca em interlocução permanente com a produção visual contemporânea.

Identidade visual e catálogo para a exposição "Claudia Andujar: a luta Yanomami". Instituto Moreira Sales, 2019. Foto por Rodrigo Lins.

“[...] um rico design é fruto de uma vida rica. No sentido de que pessoas com vivências diversas, intensas, curiosas, complexas, têm mais ferramentas criativas e conseguem encontrar soluções mais elaboradas e originais.”

Como pessoas mais novas podem desenvolver um olhar mais refinado para Design? O que é necessário?

JULIA Olhar muito. Olhar tudo. Olhar o mundo.

ELISA Isso é muito falado, mas sinto que é muito verdadeiro: um rico design é fruto de uma vida rica. No sentido de que pessoas com vivências diversas, intensas, curiosas, complexas, têm mais ferramentas criativas e conseguem encontrar soluções mais elaboradas e originais. Viajar, conversar, pesquisar, ler, dançar, desenhar, ir à feira, se politizar, sorver do mundo, interagir com respeito e humildade. Ouvir, ouvir muito, pensar, sonhar, não se satisfazer com a primeira ideia, ir mais fundo e mais um pouco.

Uma das Ilustrações para Minuto Escola Pública. Projeto em parceria com Estúdio Passeio.

O trabalho de vocês tem uma forte característica brasileira, lembrando muito trabalhos feitos entre as décadas de 1960 e 1980 no Brasil, principalmente em São Paulo. Cores vibrantes, tipografia grotesca equilibrada com desenhos próprios e uma sensação de coisa urbana. O que vocês consomem pra se inspirar no dia a dia, mesmo que não seja brasileiro?

ELISA Como disse acima, a nossa vivência nos dá as ferramentas. Moramos em São Paulo, essa cidade tão complexa, andamos nas ruas, circulamos com os nossos corpos e mentes absorvendo o que está ao redor. Não nos contentamos com os nossos percursos cotidianos. Buscamos avançar mais, abrir novas fronteiras, continuar explorando novas paisagens, conhecendo outras pessoas, outras realidades e saberes. Reverenciamos toda a tradição visual que nos fez chegar até aqui.

Eu gosto de desenhar, a Julia gosta de construir. Juntas vamos esticando a corda até o próximo ponto, bordando, emendando, colando, fazendo pontes. Queremos ser claras, comunicativas e eficientes, mas também queremos inserir brilho, loucura e sedução nas nossas criações. Queremos que os processos sejam justos, que as pessoas fiquem felizes, que as coisas façam sentido.

Julia, Elisa e seus assistentes Mariana e Alexandre, todos em home office.

Se pudessem definir o "design brasileiro" em uma mobília, qual seria e por quê?

JULIA Estou muito próxima da Nana Mendes da Rocha e do trabalho que ela tem desenvolvido no Xingu. Para mim, hoje, não tem móvel mais brasileiro do que a cadeira Paulistano com a capa tecida pelas índias Camaiurá.

ELISA Definitivamente uma mesa mineira, de madeira antiga, larga e sólida, onde as pessoas se reúnem para compartilhar cultura, afeto e humanidade.

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